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Cultura Pop do mundo.

5 filmes dos anos 20 que você precisa assistir

Anos 1920. Uma década de diversas mudanças na história da humanidade. Após o fim de uma guerra que envolveu o planeta todo, o modo de vida das pessoas mudou. Nos Estados Unidos, por exemplo, pela primeira vez na história a população urbana superou a rural. Nessa década também ocorreu a transição do cinema mudo ao ‘cinema falado’, com o filme The Jazz Singer; e um ícone americano nasceu ; Mickey Mouse.

E como sempre, a arte acompanha os acontecimentos de seu tempo. Listamos aqui 5 filmes importantes para entender o contexto histórico, a maneira como o cinema era feito, e que inspiram diretores até hoje.

Nosferatu (1922)

Quando se trata de filmes antigos, muita gente ainda tem preconceito por serem longos e até cansativos. Este é um exemplo perfeito para quem quer ‘adquirir gosto’ pelo cinema dos anos 20. Nosferatu, do diretor F.W Murnau consegue prender qualquer um, seja pela técnica, seja pela história. O filme é basicamente o auge do expressionismo alemão no cinema, e trabalha com luz e sombra de um jeito raro de se ver. Podemos chamá-lo de um terror de verdade. Não é um daqueles com jumpscares, sangue jorrando, e etc; mas um que consegue construir tensão, suspense, apreensão. Tudo isso sem dizer uma palavra (pela voz, pelo menos).
Com pouca procura, você é capaz de assistir ao filme de graça pelo Youtube, ou comprá-lo em DVD e Blu-ray.

O corretor de imóveis Hutter precisa vender um castelo cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock. O conde, na verdade, é um vampiro milenar que espalha o terror na região de Bremen, na Alemanha e se interessa por Ellen, a mulher de Hutter.

O Gabinete do Dr. Caligari (1920)

Se falamos de expressionismo em Nosferatu, este é o seu principal influenciador. Esse filme trouxe inúmeras inovações que são usadas até hoje. Uma delas, é o famoso plot twist, onde algo totalmente inesperado ocorre no final do filme. Pela primeira vez no cinema, também, vemos o narrador não confiável, que omite trechos e versões da história, e nos leva a acreditar no que o personagem quer, não no que realmente acontece.
Imagine um filme alemão feito logo após a derrota de uma guerra. Impossível não ser cheio de simbolismos e significados. Subtexto político é o que não falta, e os fãs de história da humanidade irão adorar. Mais uma grande obra do expressionismo alemão, que pode ser encontrada facilmente na internet.

Em um pequeno vilarejo da fronteira holandesa, um misterioso hipnotizador, Dr. Caligari, chega acompanhado do sonâmbulo Cesare que, supostamente, estaria adormecido por 23 anos. À noite, Cesare perambula pela cidade, concretizando as previsões funestas do seu mestre, o Dr. Caligari.

A paixão de Joana D’Arc (1928)

A essa altura, o cinema se distanciava cada vez mais do teatro. No fim da década, o audiovisual começava a abusar de técnicas que só lhe convinham, e os realizadores perceberam isso. A paixão de Joana D’Arc sabe muito bem explorar planos, contra planos, close ups, e diversas técnicas de montagem e cinematografia.

A jovem camponesa Joana D’Arc (Maria Falconetti) é condenada à morte por ter liderado o povo francês contra o exército invasor inglês, dizendo que foi inspirada por Jesus e São Miguel. Ela passa pelas suas últimas horas de vida em que é capturada pelos ingleses, levada à prisão, torturada, vai à julgamento por heresia e por fim é executada. Durante todo esse tempo, ela sofre por causa das acusações e também devido ao abandono da Igreja Católica e dos seus compatriotas franceses.

Metrópolis (1927)

O futurismo cinematográfico do século XX começou bem antes de Blade Runner ou Terminator. Metrópolis é um longa do diretor Fritz Lang, que vinha em enorme ascensão após longas como A Morte Cansada e Os Nibelungos. O filme é responsável por diversas referências que você encontra na cultura pop atual, inspirando Star Wars, Batman (1989) e até mesmo videoclipes da Madona, seja pela moda, ou pela estética da ambientação.

O filme se passa em 2026, e a cidade que intitula o longa, é basicamente o auge da tecnologia e arquitetura humana, mas pra isso sacrifícios precisam ser feitos. Nesse contexto, surgem tramas de desigualdade entre chefes e empregados, naquele esquema em que o rico é muito rico e o pobre muito pobre.

Se você gosta de filmes como os já citados Star Wars, Blade Runner, De Volta para o Futuro e até a animação Ghost in the Shell, conheça de onde surgiram esses conceitos.

Uma cidade futurista chamada Metropolis dividida entre a classe trabalhadora e os planejadores da cidade, o filho do mestre da cidade se apaixona por uma profeta da classe trabalhadora, que prevê a vinda de um salvador para mediar a diferença entre as classes.

A Caixa de Pandora (1929)

Uma obra-prima trágica talvez seja boa maneira de descrever esse filme.  Não se pode negar que o filme tem um começo lento, arrastado, que pode tirar o interesse de alguns espectadores, mas quem resistir ao tédio, encarará uma das melhores atuações que o cinema mudo foi capaz de nos dar : Louise Brooks no papel de Lulu.

Lulu é uma dançarina, que, sendo explorada por um velho (seu primeiro “chefe”), envolve-se com um rico dono de jornal, que lhe informa que se casará em breve. Os dois acabam sendo flagrados pela noiva, que rompe o compromisso. E para que sua honra não seja definitivamente jogada na lama, o homem resolve casar-se com a dançarina. Após uma cena de ciúme, o marido tenta matá-la, mas Lulu escapa e acaba por matá-lo em legítima defesa. Acusada de assassinato, foge com o filho da vítima, e acaba também por envolvê-lo num jogo de sedução, fugas e exploração sexual.

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