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Cultura Pop do mundo.

‘Westworld’ e a redação do Enem 2018

“A relação da escolha deste tema com a sua surpresa, destaca consequentemente a sua importância para atualidade.”

A redação do Enem 2018

O exame nacional do ensino médio (Enem), no qual ocorre anualmente, releva um evento comum dentre os cursos pré-vestibulares, simulados, professores e até influenciadores digitais, que é tentar prever qual é o temática da vez na redação. Dependentes de um nível maior de sorte do que de dedução, levando em consideração os tópicos atuais e a relevância para as minorias que o exame sempre trouxe, é justificável a surpresa da maioria dos participantes em relação ao tema sobre, a Manipulação do Comportamento do Usuário pelo Controle de Dados na Internet.

Utilizando-se de três textos de apoio, razoáveis, no quesito explicação do tema, tiveram uma base, no minimo, suficiente para dissertar sobre o assunto, e com a disposição de eventos atuais, consideravelmente populares, como o caso de Mark Zuckerberg, Donald Trump e a mais recente denuncia envolvendo Jair Bolsonaro referente as suas “fake news” enviadas via WhatsApp, demonstra o quão imersivos em relação a temática estamos, de forma que nos tornamos inevitavelmente participantes na internet de uma pratica que pouco sabemos e que ainda tem muito a ser explorada, pois, os efeitos-consequência estão começando a tomar proporções que chamem, não apenas a atenção da grande massa, mas também, a jurisdição na maioria do países.

Westworld, antropologia e ficção

Em paralelo temos Westworld, no caso, a série produzida pela HBO e dirigida pelo casal Jonathan Nolan e Lisa Joy, tendo como base para o enredo e roteiro o filme de 1973 de mesmo nome, dirigido por Michael Crichton. Apesar da similaridade na ideia de resgatar uma época, como o faroeste americano e introduzi-lo em um parque com robôs, o ponto crucial da série é agregar a construção narrativa a uma imagem filosófica das constituições do ser humano, distanciando-se do filme original e aplicando um senso antropológico aos personagens e uma dimensão emocional aos anfitriões (robôs) que na série, refere-se a tais emoções como devaneios, induzindo o espectador a visualiza-los de uma forma contraria para aquilo que foram criados e destinados a fazer no parque de Westworld.

Aviso! A partir daqui terá spoilers sobre a trama da série.

Entre as relações de humano e maquina o ponto de conexão entre ambos os temas explica-se no final da segunda temporada, que desvenda finalmente o proposito da presença dos humanos no parque. A forma em que os anfitriões evoluem introspectivamente e de tabela ganham autonomia na série, não deve-se somente a tecnologia evoluída da época, mas principalmente ao estudo sobre o ser humano. Cada turista novo que vai ao parque de Westworld, é milimetricamente estudado, suas atitudes, passos, olhares e devaneios feitos dentro do ambiente, são analisados para, então, serem aplicados nas inteligencias artificiais dos anfitriões.

A ficção aplicada

Apresentar alguma referencia histórica ou ficcional ao tema é considerado de importante valor em uma redação do Enem, e esta temática com as referencias de Westworld, não apenas são perfeitas para dissertar sobre assusto, como se completam uma com a outra para alem da discussão, pois, apesar da série pontuar o uso de dados para a criação de um ser “produto” e em nossa realidade ela é usada para diversas finalidades, tais, como; o gerenciamento de usuários em plataformas sociais, remeter produtos, influenciar e manipular pessoas através destes dados colhidos, a combinação de ambas para alertar as com consequências, não só de cada uma delas isoladamente, mas das duas em função, sabendo que a ideia da inteligencia artificial com a finalidade de tornar maquinas mais próximas de humanos em sua consciência, hoje, já é uma realidade, e a prova disto é a Sophia, que recentemente ganhou sua cidadania Saudita, pode evidenciar uma aplicação da ficção em um futuro breve, para nossa realidade. 

Entrevista de Sophia para a Future Investimente Iniitiative da Arábia Saudita:

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