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#BGS2018: Sekiro – Shadows Die Twice não é para os fracos

Desde seu anúncio na E3 desse ano, Sekiro : Shadow Die Twice chamou atenção por duas coisas bem únicas e escancaradas na tela : seus gráficos absurdamente detalhados e seu gameplay versátil. O novo jogo de samurai da From Software, empresa conhecida por desenvolver a série Dark Souls e Bloodborne, carrega em si os genes de seus antecessores, mas ao mesmo tempo traz toda inovação que chamou tanta atenção. 

Na BGS 2018, jogamos uma fase de Sekiro (ou pelo menos tentamos) no stand da Activision. Digo ‘tentamos’, por que eu e basicamente todos que também estavam jogando nas estações ao lado, simplesmente não conseguíamos passar da fase. A cena em questão se passa em um palácio, sem ser especificado a história da ação, ou o contexto. Temos um portal, que dá acesso à uma escadaria, que dá acesso à um grande portão. Tudo isso vigiado por diversos guardas samurais, incluindo um que vigiava de uma parte mais elevada, quase um sniper. 

Durante os 15 minutos que joguei, tentei ataques de todas as formas : indo direto e chamando a atenção de todos inimigos ao mesmo tempo; indo escondido pelos telhados com o sistema de ganchos do personagem; tentei caminhos alternativos pelos cantos; e até ataques de longe com shurikens, que não são muito efetivas, diga-se de passagem. 

Todas essas estratégias deram certo, mesmo que em algumas delas eu precisei usar o item de ressurreição. O problema foi o que vinha depois, o grande ”boss” das escadarias, com seus lacaios atrás. Durante o tempo que fiquei na fila, ninguém conseguiu passar dessa escadaria em nenhuma das 12 estações da Activision. Não diria que é impossível, mas MUITO difícil. O boss precisava de apenas dois golpes para levar minha vida, e se eu tentasse algum caminho alternativo por trás, seus comandados vinham para cima, e consequentemente me matavam. 

Nessa rápida experiência de diversas mortes e estratégias diferentes, foi possível ter uma grande noção do jogo em totalidade. O personagem se move muito rapidamente, o que facilita um combate direto, com esquivas. Ao mesmo tempo, também ajuda para ser stealth , já que consegue subir em muros e telhados sem ser percebido facilmente. O combate também é muito simples, mas exige habilidade e reflexos rápidos. A espada é capaz de uma variedade de golpes apenas com o mesmo botão, e as cenas de finalização dos adversários são extremamente satisfatórias, lembrando as de Mortal Kombat, brutais. 

Quanto aos gráficos, é simplesmente um deleite aos olhos. Tudo muito bem detalhado e profundo no cenário, e os personagens com expressões severamente trabalhadas. Ainda assim, não atinge a totalidade dos trailers mostrados, principalmente o cinematográfico, que mostrava uma cena na qual misturava um gameplay dinâmico com um diálogo entre dois personagens, onde tudo no cenário se movia simultaneamente, dando um realismo enorme. Ainda assim, devems levar em conta que se trata de uma versão não finalizada, rodando num PS4, que todos sabemos não ser o console mais potente em questão gráfica. 

Mesmo tendo morrido incontáveis vezes, fiquei extremamente satisfeito com o que presenciei, e ansioso para comprar e poder, em casa, passar daquele samurai gigante que protegia as escadas, mas isso só será possível em Março de 2019. Levando em conta o histórico da From Software, já era de se esperar um jogo assim, onde morrer a todo momento é comum. 

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