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Infiltrado na Klan (2018): os supremacistas em cheque

“Um adjetivo apropriado para sintetizar este filme é simplesmente… Completo!” 

“This is América”

Em uma América pós-segregação, na qual se contextualiza a trama do filme dirigida por Spike Lee, que é baseada no livro autobiográfico, Black Klansman, de Ron Stallworth, o roteiro, também escrito por Spike, permeia entre duas realidades étnicas nos Estados Unidos, “a do negro e a do branco” e como um pensamento supremacista racial é instituído e aceitado como uma “organização” por uma parte dos civis norte-americanos.

O policial negro do Colorado, Ron Stallworth, interpretado por John David Washington, entra para o departamento de inteligencia da delegacia local e consegue se infiltrar nesta “organização”, a “Klu Klux Klan” e com a ajuda de seu companheiro de trabalho, interpretado por Adam Driver, tornam-se agentes duplos, afim de encontrar evidencias que incriminem o Klan supremacista.  

 É quase genuíno 

É com muito molejo que a trama se desenvolve ao longo das 2 horas e 16 minutos de filme, grande parte desta trama é apresentada ao espectador de uma forma concisa, clara e envolvente, seja desde a contextualização histórica até a personalidade de cada um dos personagens presentes, assegurando ao publico, a compreensão das mudanças na trama e o desenvolvimento nas relações entre esses personagens. 

O tom investigativo do filme é bastante evidente e se encaixa perfeitamente nele, além de deixar-nos preocupados e atentos aos detalhes, este não é um artificio forçado para engajar a trama, pelo contrario, ele faz total sentido dentro do longa, pois esta imerso na realidade dos personagens e da história central, na qual conversa muita bem com ela.

Embora em um contexto geral o roteiro e a trama se sobressai no quesito envolvimento, ainda há poucos momentos dentro do filme, no qual alguns personagens ficam extremamente caricatos e desprendem-se da realidade, mesmo tendo conhecimento que suas personalidades são peculiares, particularmente, este é o único ponto que provoca distanciamento da trama.

Os “tiras”, os membros e a presidente

Um grande ponto positivo de Infiltrado no Klan (BlackKkKlansman) é a qualidade do elenco, que apesar de funcionarem melhor contracenando em duplas, de modo geral entregam personagens concisos e fiéis aos seus papéis, com direito a destaques, para, o ator finlandês Jasper Pääkkönen, que surpreendeu com a sua dualidade maniaca e intrigante, Adam Driver, que entrega um personagem de poucas palavras, mas que conversa muito bem com a sua linguagem corporal, John David, protagonista que evoluiu com a trama e surpreende na medida em que ela flui, e Laura Harrier, uma mulher negra empodera, que demonstra um lado cativante e juvenil que encaixou muito bem na personagem.

Spike Lee acerta em cheio

A fotografia pouco inventiva mas funcional, o elenco bem valorizado, o roteiro bem adaptado, é consequência de um trabalho de direção, que notoriamente, foi mais uma vez, bem orquestrado e Spike Lee merece elogios ao entregar um filme que não procura crescer a todo momento, mas que é de varias formas completo.

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