Djonga: dos feats ao protagonismo

Djonga: dos feats ao protagonismo

Djonga, provavelmente o maior MC da cena atual do Rap BR, o primeiro dessa nova geração que já vi pessoas colocando no nível de Racionais e isso com certeza não é a toa.
Em 2016 um ano incrível pro Rap nacional, o ano de lançamento de “Castelos&Ruínas“, o ano em que “Sulicidio” de Baco e Chinaski foi lançado, tantas coisas incríveis para o Rap nacional chegar onde está hoje em dia. Mas entre todas essas coisas, no meio de feats e mais feats, um MC ganhava certo destaque, e ninguém esperava que tomasse o tamanho que tem hoje; Ao longo desse ano, Djonga fez diversos feats com Mc’s como Froid, Baco, e até mesmo participando de Poetas no Topo, mas ninguém esperava oque Djonga se tornaria depois de todos esses projetos.

Heresia

Em 13 de Março 2017 é lançado o álbum “Heresia” primeiro de Djonga e o começo de uma grande lenda para o Rap nacional. Heresia foi considerado um dos melhores álbuns do ano, competindo com Mc’s como Don L, Baco, Nill, Rincon, Rodrigo Ogi, Flora Matos, Entre muitos outros. Em Heresia, Djonga se mostra como um herege perante os pensamentos comuns e mais conservadores da sociedade, monstrando um contra-ponto sobre o que é normalmente falado; Uma coisa comum não só nesse álbum, mas em todos os álbuns de Djonga, ele consegue abordar diversos temas como racismo, machismo, amor, e especificamente em Heresia falando muito sobre a hipocrisia humana.

O MENINO QUE QUERIA SER DEUS

Agora vamos para examente um ano depois, 13 de Março de 2018 o dia do lançamento de “O MENINO QUE QUERIA SER DEUS” segundo álbum de Djonga, diferente de “Heresia”, esse álbum me parece algo mais pessoal, falando muito mais sobre a vivenciade de Djonga (contendo até mesmo uma faixa para seu filho). Tambem diferente de seu outro álbum, onde o Mc ainda tinha a preocupação de se firmar na cena e para isso acontecer ele acabou escrevendo todos os versos de Heresia, com os únicos feats do álbum participando apenas de refrões, nesse ele traz a participação de vários Mc’s como Sidoka, Sant, Karol Conka, entre outros Mc’s. “O MENINO QUE QUERIA SER DEUS” foi considerado por muitos o melhor disco de 2018, e tambem o marco de Djonga como o principal nome da nova geração de Rap.

LADRÃO

Mais um ano se passa, 13 de Março de 2019, Djonga solta seu terceiro e último álbum até o momento, intitulado como “Ladrão” esse disco vem com a ideia de resgatar as raizes, que não importando onde você tenha chegado, nunca se pode esquecer de onde você veio. Na grande maioria de seus versos Djonga fala sobre seu passado, falando desde como era tratado no passado sendo visto como ladrão apenas pela sua cor, e até mesmo falando sobre a historia de sua família com uma faixa falando de sua vó e seu pai.

Como já foi dito pelo próprio Djonga em um verso seu, hoje em dia é impossivel pensar no top 5 de Mc’s atuais sem pensar nele, e esse destaque todo não vem apenas por suas músicas mas sim por sua postura, e tem grandes chances de pras futuras gerações de Mc’s Djonga pode ser o que os Racionais foram para a geração atual.

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