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Homem-Aranha: Longe de Casa (2019): gênio ou ingênuo?

O jovem Peter Parker está em uma viagem de duas semanas pela Europa, ao lado de seus amigos de colégio, quando é surpreendido por Nick Fury. Convocado para mais uma missão heroica, ele precisa enfrentar vários vilões que surgem em cidades do continente, como Londres, Paris e Veneza, e também a aparição do enigmático Quentin Beck, o Mysterio.

O filme no geral, ótimo, possui um bom humor e um ritmo plausível se tratando de um filme do gênero de super-herói, um enredo muito bem amarrado e um vilão extremamente interessante com cenas maravilhosas totalmente fiéis aos desenhos e quadrinhos do Homem-Aranha, e aí entramos em um certo porém.

Em questão de atuação Tom Holland é impecável no papel de Peter Parker, transmite bem sua inocência e otimismo presente do personagem ao longo de muitos anos desde sua criação, mas o roteiro peca em retratar o lado heroico do personagem, a maior parte do tempo deste filme ele aparentava estar descontente com sua responsabilidade de ser um super-herói, e isso acabou tirando um pouco da carisma do personagem. Para quem se considera um fã mais purista do herói, mas claro que isso é relativo, dependendo do gosto e ponto de vista pessoal.

Contudo, o filme é excelente e acerta em diversos pontos, mas peca no que considero o mais importante, fui para assistir um filme do meu herói favorito e saí um tanto quanto decepcionado com essa descaracterização do Teioso que acompanho há muitos anos, ele mostrou uma pequena evolução nesse filme somente em poucas cenas enquanto consertava os erros que cometeu, e uma cena espetacular envolvendo o “Arrepio do Peter” de brilhar os olhos.

Mas ao fim do filme simplesmente aceitei que o filme funcionou até melhor como um romance com comédia adolescente do que como um filme de herói, principalmente por se tratar do Homem-Aranha, é um dos maiores da Marvel.