Resenha | Os elefantes não esquecem (Agatha Christie)

Resenha | Os elefantes não esquecem (Agatha Christie)

Já com um pouco mais de oitenta anos, Agatha Christie publicou um de seus últimos livros: “Os Elefantes Não Esquecem”. Ao contrário de outros livros da autora, esse até que empolga. O maior problema é que com a idade da pra perceber um certo cansaço da rainha do crime em surpreender. O desfecho, desde antes da metade da narrativa, fica bem evidente como um enorme elefante. Já sabendo como a trama vai acabar, é um pouco mais difícil mergulhar na trama.

Sua história apresenta o assassinato do casal Ravenscroft, ocorrido quinze anos antes, e aparentemente sem solução. Por tanto, o detetive e sua amiga, a escritora Ariadne Oliver, terão que voltar os olhos para o passado, contando apenas com a “paquidérmica” memória das testemunhas do caso, para tentar colocar um ponto final nesse mistério. 
Neste livro, Poirot é quase que um coadjuvante, já que a trama na maior parte do tempo é trabalhada pelo ponto de vista de sua amiga, a escritora de romances policiais, Ariadne Oliver. A autora está em um jantar em homenagem a vários escritores, inclusive a ela própria, quando é abordada por uma tal sra. Burton-Cox, que pra começo se diz sua fã, mas que na verdade quer saber sobre uma das afilhadas de Ariadne, Celia Ravenscroft, que diz ser a senhora que irá se casar com seu filho, mas que precisa saber de um assunto delicado da vida da garota.

E o assunto é mesmo bem intrigante, os pais dela aparentemente se assassinaram, quando ela era muito pequena e estava em um colégio particular, mas a polícia nunca soube determinar os motivos que levaram ao suicídio de ambos e muito menos quem teria matado quem e se matado em seguida, já que a arma possuía digitais de ambos.

Após contar ao detetive esse odioso encontro, eles se vêem tentados a descobrir o que se passou, mesmo que o crime tenha acontecido a muitos e muitos anos atrás. Mesmo com as pistas frias, Hercule e Ariadne querem ajudar Celia a descobrir o que de fato aconteceu, já que até a moça começa a acreditar que ela possa fazer parte de uma maldição familiar terrível.

É intrigante a forma no qual a autora trabalhou todo o conto, e embora o final possa ser deduzido na metade do livr, é um daqueles livros no qual você se vê presa as novas pistas e provas.

A personalidade da autora Ariadne, com certeza, nos faz pensar se Agatha não se inspirou em suas características para formar a personagem.

Esse livro foi um dos últimos escritos por Agatha Christie como já falamos acima, e é muito bom ver que mesmo com a idade já avançada ela continuava escrevendo maravilhosamente bem, é evidente um certo cansaço em escrever mistérios e tramas complexas mesmo assim esse desgaste natural não tira o brilho de agatha em escrever . Este não entra para minha lista de livros favoritos da Agatha, porque senti falta de mais ação nele. Como o crime aconteceu no passado, temos vários capítulos com Poirrot e Oliver conversando com as pessoas que conheciam o casal, ou seja são capítulos em que eles contam suas memorias, mas não há muita ação. propriamente dita, mesmo assim é um livro de leitura rapida e que flui muito bem

Fechar Menu