Walter Salles e a retomada do cinema nacional

Walter Salles e a retomada do cinema nacional

Vamos falar de cinema nacional e de diretores. Hoje nós iremos falar do diretor, roteirista e produtor Walter Salles, muito conhecido pelos filmes, “Diário de Motocicleta” e “Central do Brasil”, ambos indicados ao Oscar e um deles ganhador de melhor canção.

Walter Salles iniciou sua carreira nos anos 90. Passou sua infância na França e nos Estados Unidos e se mudou definitivamente para o Brasil durante sua adolescência. Após ter se formado em economia na PUC-Rio, ingressou no mestrado em Comunicação na famosa Universidade do Sul da Califórnia, a mesma universidade que formou grandes diretores e produtores como George Lucas, Ron Howard e tantos outros profissionais da indústria cinematográfica como os astros de cinema, Forest Whitaker, Lily Collins, Will Farrell, Tom Selleck, Miranda Cosgrove, John Carpenter, America Ferrera, John Wayne entre outras personalidades como o astronauta Neil Armstrong e laureados do premio Nobel.

A sua primeira obra de expressão foi lançada em 1991, com o documentário “Chico ou País da Delicadeza Perdida”, que mescla depoimentos de Chico Buarque e sua música relacionando os problemas sociais e políticos enfrentados na época, além do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Porém, a época para se fazer cinema no Brasil, era a pior possível, pois estávamos na Era Collor, onde diversos órgãos de cultura tinham parado de receber investimentos ou foram fechados, isso incluiu o cinema também com o fechamento da Embrafilmes, que era tipo uma Ancine hoje, além do confisco das poupanças de todos nós brasileiros (Atualmente estamos repetindo os mesmos erros se você prestar atenção). Para se ter uma noção, na época lançavam-se apenas 2 filmes por ano, se não nenhum e o mercado cinematográfico estava praticamente parado, o que fez com que Walter Salles, fosse para Europa.

Durante seu período na Europa, Walter, trabalhou e produziu diversos documentários e conteúdos para tvs europeias. Assim que a economia no país começou a ter uma lisonjeira melhora, voltou ao Brasil e dirigiu o filme “A terra estrangeira” de 1995 e anos depois a sua primeira grande obra reconhecida internacionalmente, “Central do Brasil”, que foi indicado ao Oscar de 1998.

Uma questão muito importante para todos nós cinéfilos, é que a retomada do cinema brasileiro e as produções nacionais devem muito inicialmente a diretora Carla Muratti ao lançar o filme “Carlota Joaquina” em 1995 e a Walter Salles, com “Central de Brasil”, pois ao conseguir grande destaque nos festivais do mundo inteiro, além de indicações ao Oscar de 1998, por melhor filme estrangeiro e melhor atriz para Fernanda Montenegro, isso acabou por impulsionar o cinema nacional, além de tirar um pouco daquele estigma pesado e antigo (mas que não deixa de ser atual) dos filmes de pornochanchada com todo seu palavrão, sexo e violência.

Vai aí algumas dicas de filmes dirigidos por Walter Salles. O primeiro filme a ser indicado é claro, é o famoso “Central do Brasil” de 199″8.

“Abril despedaçado” de 2001, com atual de Rodrigo Santoro.

“Diários de Motocicleta” de 2004, com atuação de Gael Garcia, filme ganhador do Oscar de melhor canção.

“Dark Water” de 2005, estrelado por Jennifer Connelly, esse filme é um remake de “Honogurai mizu no soko kara”, dirigido por Hideo Nakata, o mesmo de “O chamado 2”.

“Paris, Je T’aime” de 2006, é uma produção diferente de todas pois é uma experiência conjunta com vários outros diretores famosos do mundo inteiro.

“On the road” de 2012, baseado no famoso e célebre romance de Jack Kerouac, poeta e romancista da geração beat que influenciou inúmeras pessoas famosas como Bob Dylan. Esse grande filme tem nomes de peso como Kirsten Dunst e Kristen Stewart.

Rafael Cabral

Colunista do Bitered, futuro pedagogo e músico nas horas vagas.

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